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19 de janeiro de 2011

Português

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Dia da Língua Portuguesa: você já se adaptou às novas regras?

Confira como a reforma poderá influenciar a sua rotina.
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O Acordo Ortográfico é um tratado assinado por oito países e tem o objetivo de padronizar a língua portuguesa em todo o mundo


Dezembro de 2012! Esse é o prazo que os brasileiros têm para se adaptar ao Acordo Ortográfico, pacto selado desde o início de 2009 entre os países lusófonos; ou seja, aqueles que têm a Língua Portuguesa como idioma oficial. “Mas o que isso significa?”, perguntar-me-ia o mais acanhado dos internautas. Isso significa que a partir do dia 1º de janeiro de 2013 não será mais aceita, por exemplo, a escrita das palavras idéia, lingüiça ou infra-estrutura. Pelo menos não dessa forma, agora elas passam a ser: ideia, linguiça e infraestrutura.
“E isso poderá afetar diretamente o meu cotidiano?” A resposta é sim! Quer um exemplo? Um professor de vestibular não estará errado se descontar um ponto da sua nota por você ter escrito 'anti-social' em vez de 'antissocial'. Percebe? Ok; de fato, este é um exemplo muito restrito, mas existem diversas outras formas práticas para que este pequeno detalhe atrapalhe a sua vida. E por que decidimos trazer este assunto à tona justamente agora? Explico: dia 10 de junho é comemorado o Dia da Língua Portuguesa e, é claro, não podíamos deixar de falar sobre o maior acontecimento nesse aspecto nos últimos anos: a reforma de nossa língua.
Dê-me um minuto para esclarer algo importante aos leitores mais leigos antes de prosseguir: o Acordo Ortográfico é um tratado assinado por oito países espalhados pelo mundo, são eles: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. De acordo com o documento, o objetivo do projeto é reunificar a língua portuguesa, já que cada um dos países que têm o português como língua oficial apresentavam nítidas diferenças em seus dialetos.
Mas será que a reforma veio para ajudar ou dificultar ainda mais nosso idioma? Uma matéria do Itu.com.br mostrou, em 2008, que antes mesmo da reforma entrar em vigor, professores de todo o Brasil receberam treinamento para aplicar os novos conceitos do idioma. Conversamos com alunos e educadores da rede de ensino nacional (público ou provado) para saber como estão sendo desenvolvidas as aplicações. O resultado você confere nos próximos parágrafos.
Segundo a professora de língua portuguesa, Maria José, os alunos da rede de ensino público se mostram interessados com a mudança. “Eles estão sempre atentos às transformações da nova linguagem e normalmente questionam as novas regras”. Apesar disso, ela afirma que não existe grande preocupação por parte do poder público para que as novas normas sejam implantadas. “Não existe nenhum tipo de fiscalização por parte da rede de ensino. Normalmente, a implementação das regras fica a critério dos próprios professores”, esclarece.
E no ensino privado? Conversamos com a estudante do 3º ano do ensino médio, Luciana Maeda. Ela questionou a eficácia das mudanças. “Será que essa transformação realmente ajuda a tornar o nosso idioma universal? Será que essas regras não confundem ainda mais os estrangeiros?”. A estudante afirma ainda que o próprio ensino não favorece à aprendizagem das normas. “Os professores de língua portuguesa ainda não adotaram um método de ensino renovador para os alunos que foram educados com a antiga forma, o que é bem preocupante - já que muitos já estão prestes a concluir o ensino médio e prestar vestibulares e concursos”. Confira a entrevista na íntegra.
No ensino superior, a coisa parece não ter tomado um rumo diferente. “Não exijo as novas regras dos meus alunos. E eles não a utilizam. Para ser sincero, imagino que a maioria não conseguiria dar mais do que dois exemplos das modificações. Não peço porque a norma ‘antiga’ ainda é válida por um certo tempo. Infelizmente, o trabalho atual na faculdade é fazer o aluno trabalhar bem com a Língua Portuguesa de maneira bem simplória mesmo”, explica o professor de comunicações sociais, Ulisses Velasco. Leia a entrevista completa.
Resta-nos saber agora o que acontecerá nos próximos anos até que a lei entre integralmente em vigor. Velasco opina: “Os professores, principalmente de língua portuguesa, terão que bater firme nas modificações para que os alunos não errem tanto quando a norma for a única. E os professores de outras matérias terão que ficar atentos para não permitir uma ‘salada’ por parte dos alunos. Isto é, manter uma unidade nos textos (ou só a norma velha ou só a nova) e reforçar como é a nova norma, para os alunos irem se acostumando aos poucos.
Uma coisa é certa: o quanto antes começarmos a nos acostumar com as regras melhor. Afinal, para que deixar para começar daqui dois anos o que dá para começar agora, não é mesmo? Então vai uma dica: acesso o nosso Guia prático sobre a nova ortografia elaborado pelo professor Douglas Tufano e comece a praticar a nova língua portuguesa.
Nossa Língua
Nossa língua é, atualmente, uma das cinco mais faladas no mundo. Aproximadamente 180 milhões de pessoas utilizam-na como língua materna. A língua portuguesa pertence à classe das línguas românicas. A sua origem teve início no latim falado, levado para a Península Ibérica por volta do século II a.C., devido as conquistas políticas do Império Romano.

Mesmo tendo adotado o idioma de seu colonizador, o Brasil possui modos de escrever e de falar que foram surgindo com o passar do tempo. Apesar de ser a mesma língua, o nosso português é diferente da que encontramos em Portugal; sem falar nos demais países que fazem o uso da língua. Só no Brasil, podemos encontrar centenas de dialetos, fator este que ressalta a miscigenação de culturas do nosso país.

Com relação à reforma, leia também:


Fonte:Itu

História da Língua Portuguesa


O SURGIMENTO

O surgimento da Língua Portuguesa está profunda e inseparavelmente ligado ao processo de constituição da Nação Portuguesa.
Na região central da atual Itália, o Lácio, vivia um povo que falava latim. Nessa região, posteriormente foi fundada a cidade de Roma. Esse povo foi crescendo e anexando novas terras a seu domínio. Os  romanos chegaram a possuir um grande império, o Império Romano. A cada conquista,  impunham aos vencidos seus hábitos, suas instituições, os padrões de vida e a língua.
Existiam duas modalidades do latim: o latim vulgar (sermo vulgaris, rusticus, plebeius) e o latim clássico ( sermo litterarius, eruditus, urbanus). O latim vulgar era somente falado. Era a língua do cotidiano usada pelo povo analfabeto da região central da atual Itália e das províncias: soldados, marinheiros, artífices, agricultores, barbeiros, escravos, etc. Era a língua coloquial, viva, sujeita a alterações freqüentes. Apresentava diversas variações. O latim clássico era a língua falada e escrita, apurada, artificial, rígida, era o instrumento literário usado pelos grandes poetas, prosadores, filósofos, retóricos... A modalidade do latim imposta aos povos vencidos era a vulgar. Os povos vencidos eram diversos e falavam línguas diferenciadas, por isso em cada região o latim vulgar sofreu alterações distintas o que resultou no surgimento dos diferentes romanços e posteriormente nas diferentes línguas neolatinas.
No século III a.C., os romanos invadiram a região da península ibérica, iniciou-se assim o longo processo de romanização da península. A dominação não era apenas territorial, mas também cultural. No decorrer dos séculos, os romanos abriram estradas ligando a colônia à metrópole, fundaram escolas, organizaram o comércio, levaram o cristianismo aos nativos. . . A ligação com a metrópole sustentava a unidade da língua evitando a expansão das tendências dialetais. Ao latim foram anexadas palavras e expressões das línguas dos nativos.
No século V da era cristã, a península sofreu invasão de povos bárbaros germânicos ( vândalos, suevos e visigodos). Como possuíam cultura pouco desenvolvida, os novos conquistadores aceitaram a cultura e língua peninsular. Influenciaram a língua local acrescentando a ela novos vocábulos e favorecendo sua dialetação já que cada povo bárbaro falava o latim de uma forma diferente.
Com a queda do Império Romano, as escolas foram fechadas e a nobreza desbancada, não havia mais os elementos unificadores da língua. O latim ficou livre para modificar-se.
As invasões não pararam por aí, no século VIII  a península foi tomada pelos árabes. O domínio mouro foi mais intenso no sul da península. Formou-se então a cultura moçárabe, que serviu por longo tempo de intermediária entre o mundo cristão e o mundo muçulmano. Apesar de possuírem uma cultura muito desenvolvida, esta era muito diferente da cultura local o que gerou resistência por parte do povo. Sua religião, língua e hábitos eram completamente diferentes.  O árabe foi falado ao mesmo tempo que o latim  (romanço). As influências lingüísticas árabes se limitam ao léxico no qual os empréstimos são geralmente reconhecíveis pela sílaba inicial al- correspondente ao artigo árabe: alface, álcool, Alcorão, álgebra, alfândega... Outros: bairro, berinjela, café, califa, garrafa, quintal, xarope...
Embora bárbaros e árabes tenham permanecido muito tempo na península, a influência que exerceram na língua foi pequena, ficou restrita ao léxico, pois o processo de romanização foi muito intenso.
Os cristãos, principalmente do norte, nunca aceitaram o domínio muçulmano. Organizaram um movimento de expulsão dos árabes (a Reconquista). A guerra travada foi chamada de "santa" ou "cruzada". Isso ocorreu por volta do século XI. No século XV os árabes estavam completamente expulsos da península.
Durante a Guerra Santa, vários nobres lutaram para ajudar D. Afonso VI, rei de Leão e Castela. Um deles, D. Henrique, conde de Borgonha, destacou-se pelos serviços prestados à coroa e por recompensa recebeu a mão de D. Tareja, filha do rei. Como dote recebeu o Condado Portucalense. Continuou lutando contra os árabes e anexando novos territórios ao seu condado que foii tomando o contorno do que hoje é Portugal.
D. Afonso Henriques, filho do casal, funda a Nação Portuguesa que fica independente em 1143. A língua falada nessa parte ocidental da Península era o galego-português que com o tempo foi diferenciando-se: no sul, português, e no norte, galego, que foi sofrendo mais influência do castelhano pelo qual foi anexado. Em 1290, o rei D. Diniz funda a Escola de Direitos Gerais e obriga em decreto o uso oficial da Língua Portuguesa.


ESCRITO BY

“Se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar. Devemos respeitar e educar nossas crianças para que o futuro das nações e do planeta seja digno.” AYRTON SENNA

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